Não é novidade que a Aston Martin está desenvolvendo um modelo hiperesportivo em parceria com a Red Bull Racing. Mas se por acaso você não está por dentro, o resumo é esse: o projeto se chama Valkyrie e ele promete ser uma raridade homologada para as ruas e pistas com uma razão de peso potência de menos de 1 kg por cv e mais de 1.000 cv de potência (1.130 cv é a última estimativa não confirmada).

Na semana passada, a Aston Martin liberou imagens do conceito já mais próximo do que serão as unidades de produção do hipercarro. Porém, o que chama atenção agora é a declaração do chefe de operações especiais da marca britânica que, em entrevista ao site americano Motor1, confessou que está buscando um desempenho de Fórmula 1 para o Valkyrie. E isso não é qualquer brincadeira não.

A F1 é o topo da pirâmide do automobilismo em termos de desempenho. A categoria faz os pilotos superarem forças entre 4G e 6G durante as duas horas de corrida, o que significa poder de aceleração, frenagem e contorno absurdos! Tudo para fecharem voltas em 1min 10seg em Interlagos, por exemplo (onde o recorde do FULLPOWER Lap é de 1min 46seg, do Porsche 911 Carrera S).

É claro que quando King se referiu aos “tempos de volta de Fórmula 1” ele estava se referindo às versões exclusivas de pista do Valkyrie, mas ainda assim garantiu que “o carro permitido às ruas será extraordinariamente rápido nas mãos certas em pistas”. A vantagem do hiperesportivo da Aston Martin e da RBR é não ter as mesmas restritas regulações da categoria máxima do automobilismo.

Enquanto os bólidos monopostos têm que restringir o trem-de-força híbrido 1.6 V6 turbo de 800 cv, o Valkyrie vai ser puxado por um blocão monstruoso 6.5 V12 aspirado, desenvolvido pela Cosworth, além de contar com um conjunto de motor elétrico e baterias ainda não detalhado e um sistema de recuperação de energia KERS similar ao da F1. Ao total, o trem-de-força promete entregar cerca de 1.130 cv, o que, considerando o estimado peso de 1.050 kg, dão pouco menos de 1 kg/cv entre peso e potência.

Só com esses números impressionantes (sem nem entrar no mérito do trabalho aerodinâmico do carro) já dá para termos noção de que o King não tá blefando quando diz que o Valkyrie será digno de chegar perto de um Fórmula 1…