O novo “p*** das galáxias”, o “rei da p**** toda” ou qualquer outro adjetivo — que nós somos cavalheiros o suficiente para não reproduzirmos aqui — serve para descrever o carro que pretende estabeler o novo céu além do céu no universo automotivo homologado para as ruas. Pelo menos é o que diz o hype que se criou em torno dele: Mercedes-AMG Project One, a versão de rua de um monoposto de Fórmula 1.
Depois de meses soltando pílulas por aí, a Mercedes-Benz mostrou a versão final do conceito na véspera do Salão de Frankfurt. Ele vai dar origem ao modelo que entrará em produção limitada no final do ano que vem. A animação do link aí embaixo resume bem a essência do carro, mostrando a transformação do F1 W08 (o carro atual da Mercedes-AMG da categoria) no Project One.
O Project One conta com um sistema híbrido de propulsão similar ao utilizado na Fórmula 1. São quatro motores elétricos capazes de girar até 50.000 rpm, dois instalados no eixo dianteiro, um acoplado diretamente ao motor 1.6 V6 a combustão, e o quatro integrado ao turbocompressor. O conjunto todo produz mais de 1.000 cv (a Mercedes não especificou os números, porque ainda se trata de um conceito).

Mercedes-AMG Project One

A companhia afirma que essa configuração não só elimina qualquer vaga ocorrência de turbo lag (já que o torque massivo é entregue instantaneamente), mas é mais rápido do que qualquer outro tipo de propulsão. A sacada é colocar um dos motores elétricos (de 90 kW) para trabalhar com o turbocompressor, acelerando a entrega de torque e potência da parte à combustão do conjunto. É uma engenharia do mais alto nível de complexidade, nada a ver com qualquer outro modelo híbrido por aí.

Mercedes-AMG Project One

Assim como a informação de potência e torque, os números do que esse carro é capaz de fazer também não foram especificados ainda, mas a companhia diz que ele vai chegar aos 200 km/h em menos de seis segundos (!!!) e ultrapassar os 350 km/h de velocidade máxima. Tudo isso orquestrado por um câmbio automático de oito marchas e tração integral.

Mercedes-AMG Project One

Graças ao sistema elétrico de 800 volts do Project One, ele ainda é capaz de andar na moralzinha, só no modo elétrico, por 25 km. O pack de bateria de íon-lítio se aproveita do mesma tecnologia celular e arrefecimento do Fórmula 1. Trafegando em condições normais, o modelo é capaz de recuperar 80% de sua energia para alimentar a bateria.

Mercedes-AMG Project One

Esse design que você nas fotos provavelmente vai ser preservado quando ele assumir as linhas de produção. O monobloco é feito de fibra de carbono reforçada e toda a fluidez do visual é funcional para projetar o máxima de downforce possível ao modelo. A Mercedes-Benz não divulgou quanto o carro pesa ou vai pesar, mas a expectativa é que ele fique pelo menos próximo da relação 1:1, à la Koenigsegg.

Mercedes-AMG Project One

Para frear esse bicho, a AMG desenvolveu discos de cerâmica e pastilhas exclusivas para o Project One, que possuem maior vida útil e resistência à corrosão e temperatura. Lembrando que como o carro é homolago para as ruas, os freios devem ter eficiência suficiente para garantir segurança mesmo quando frios, já que os discos de cerâmica usados na F1 só atingem ponto ideal de frenagem com temperaturas elevadíssimas.
A Mercedes-AMG vai produzir apenas 275 unidades do Project One, cada uma ao preço de 2,7 milhões de dólares (ou R$ 8,3 milhões). A entrega dos carros só vai acontecer em 2019.