FULLPOWER teve o prazer de rodar com os novos Mini Cooper Countryman, versões de entrada e top (ALL-4). Descolado, espaçoso, bom para rodar no asfalto, nosso test-drive foi longo, mas de apenas um dia. Rodamos algumas centenas de quilômetros, por ruas, avenidas, estradas e off-road leve (bem leve). São 4,29 m de comprimento para o novo modelo montado usando a plataforma de BMW X1, por exemplo, a UKL. Grande e espaçoso: entre-eixos de 2,67m. Mas dois pontos nos surpreenderam: o motor três cilindros 1.5 e bastante tecnologia a bordo. 34813102076_1218692674_b

Por mais FULLPOWER-maníacos que sejamos e queremos performance a quase qualquer custo, a engenharia e instalação do três cilindros é primorosa no Countryman de entrada: os motores três cilindros geralmente vibram muito, mas não nesse SAV, como a marca gosta de chamá-lo. Este Sport Activity Vehicle (puro marketing pois nada mais é do que um crossover ou SUV) 1.5 Turbo roda liso, sem vibrações graças a coxins hidráulicos – não há eixo contra-balanceador na construção do motor – e simplesmente não vibra. Rende bem, mas seu foco não é performance e acelerações rápidas ou velocidade máxima elevada. Como pouco mais de 1.300 kg, seus 136 cv e 22 kgfm do força de 1.400 a 4.300 rpm o fazem se mexer facilmente.  Tração dianteira e câmbio automático Steptronic de seis velocidades se comportam bem. E essa versão de entrada com rodas aro 17, pneus 225/55, o tornam bem confortável e, na minha opinião, melhor para pegar um off-road do que o top com rodas aro 19″ e pneus de perfil muito baixo para rodar longe do asfalto – mas o top é All Wheel Drive e ajuda na tração.

O topzão, ALL4, com o 2.0 de 192 cv e 28 kgfm de força é muito mais esperto e acertado para usar diariamente, na cidade e rodas aos finais de semana em estradas boas, bem asfaltadas. Rápido e mesmo sendo mais alto por ser um “SUVinho”, transmite confiança com sua tração integral. A direção responde rapidamente ao motorista e existem três modos de condução Green (para economia), Mid (urbano) e Sport (para pisar mais fundo): a cada modo escolhido, há mudanças no comportamento de direção, transmissão – oito marchas, automática – e suspensão. A marca fala bastante em Go Kart Feeling de dirigir os Mini, mas nessa versão mais crossover não senti um feeling tão puro na tocada. Ele é gostoso de guiar, mas não dá para falar que ele tem um Go Kart Feeling.

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Cheio de tecnologia, com direito a head up display à frente do motorista (projeta informações no parabrisa), tela de 8,8 polegadas, navegação, botões pra todos os lados, tela touch e HD de 20GB para armazenar músicas, é agradável como tem de ser um carro de quase R$ 200 mil. O sistema Find Mate localiza equipamentos pessoais para o dono, caso ele esqueça a bordo: funciona via Bluetooth. Pode até localizar algo no porta-malas que subiu de 350 litros para 450 litros nessa nova versão. Para quem curte som, sistema Harman Kardon estará disponível.

Valores:

Cooper – R$ 144.950

Cooper S – R$ 164.950

Cooper S ALL4 – R$ 189.950

Veredito

Cheio de tecnologia, excelentes motores e transmissões, ótimo espaço interno, visual atual, muito conforto ao rodar para a versão de entrada, muito esperto e rápido na versão top. Os pneus de perfil baixo e rodas 19″ para o ALL4 o prejudicam para rodar rápido em estradas de terra. Para rodar no asfalto, ótimo. Nivel que equipamentos e acabamento muito bom.

 

Fichas técnicas

Mini Cooper Countryman 

Motor, três cilindros em linha, 1.5 Turbo

Potência 136 cv de 4.400 a 6.000 rpm

Torque 22kgfm de 1.400 a 4.300 rpm

Combustível Gasolina

Velocidade máxima 200 km/h

0-100 km/h 9,6 s

DIMENSÕES

Comprimento 4,299 mm

Porta malas 450 litros

Distância entre-eixos 2.670 mm

Pneus 225/55 R17

Rodas 17″ x 7,5″

 

Mini Cooper S Countryman ALL-4

Motor, quatro cilindros em linha, 2.0, Turbo

Potência 192 cv de 5.000 a 6.000 rpm

Torque 28 kgfm de 1.350 a 4.600 rpm

Combustível Gasolina

Velocidade máxima 222 km/h

0-100 km/h 7,2 s

 

Pneus 225/45 R19

Rodas 19″ x 8″