Por: Eduardo Bernasconi / Fotos: Arquivo FULLPOWER/Divulgação

Caso você esteja interessado em um Fiat Toro, a picape fabricada em Goiana, Recife, já deve ter visto muitas avaliações e comparativos completos em vários sites. As versões 1.8 Flex e 2.0 Turbodiesel são grandes, espaçosas, têm boa capacidade de carga blá-blá-blá. Mas para quem gosta de uma modificação de leve, o que pode ser feito, que tamanho de roda/pneu vai bem nas caixas de rodas? Qual a furação e off-set? Suspensão aceita bem ser rebaixada ou levatanda? E áudio e vídeo, o que fazer?

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Para quem deseja uma versão mais street, pode-se eliminar as rodas originais de ferro ou até de liga leve, aro 16” ou 17”e adotar algum jogo bonito de aro 20”. A furação da Toro é 5 x 110, igual ao Jeep Renegade. Ou seja, o mercado não ter nada nessa configuração (ou quase isso). O mais fácil, portanto, é pegar algum jogo que tenha a furação o mais perto disso, como 5 x 108 ou 5 x 112, por exemplo. O off-set por fica entre 35 e 45mm. Em uma das Toro que a divisão Mopar montou, o jogo de rodas importadas Tsuya, aro 20”. Com pneus 245/45 R20, o conjunto encosta de leve nos amortcedores dianteiros e na parte interna das caixas de roda traseiras. A solução foi simples: usar um espaçador em alumínio, com 10 mm de largura, jogando tudo para fora. O problema foi solucionado e as rodas não ficaram para for a dos paralamas.

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Com as rodas 20” e pneus Pirelli 245/45 P Zero, foi preciso baixar a suspensão. Mantendo a característica de traseira mais eleveda do que a frente, afinal na caçamba pode ir até 1225 litros de carga, as molas esportivas que foram desenvolvidas para o projeto baixaram 6 centímetros toda a carroceria. Essas molas ainda não existem no mercado de acessórios mas há quem faça componentes sob medida: no sistema fixo, as opções são Impacto Especiais ou Alonso Molas. Já para os reguláveis, a ar, a galera da Castor Suspensões desenvolveu o kit.

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Durante as experiências para fazer uma picape street e baixa, tivemos a oportunidade de ajudar também a levantar e fazer uma versão mais off-road, em parceria com a Mopar, divisão que cuida dos acessórios do Grupo FCA. Nesse caso, a solução foi calçar, tanto dianteira, quanto traseira, com uma peça em alumínio. A altura ganhou uma polegada, sem alterações em braços de suspensão, bieletas e companhia. Com pneus Pirelli Scorpion ATR, 265/70 R16 ficou muita borracha para pouco espaço. Esteticamente funciona, mas na prática, não: os pneus pegam nos plásticos de dentro das caixas de roda e no acabamento dos paralamas e laterais. Quem quiser fazer uma Toro levantada, pode optar por 255/65, por exemplo, para ter margem/espaço para esterçar de verdade. Outro detalhe: na Toro levantada, usamos espaçadores com 20 mm de largura, jogando o conjunto roda/pneu bem para fora, na frente e atrás.

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Som e tela

Áudio e vídeo podem ser facilmente alterados na picape Fiat, porém, a unidade central e toda a rede eletrônica do carro conversa e é fácil perder algumas funções do aparelho. Nos primeiros minutos para adaptar amplificadores e sub, o aparelho perdeu a função “camera de ré”. Foi preciso fazer uma ligação especial, puxando um sinal elétrico da lanterna traseira para que a camera voltasse a funcionar normalmente, ao engatar a marcha na alavanca. Simples, mas até descobrir e fazer mágica, perde-se um pouco de tempo. Há conversores e interfaces que ajudam nesse tipo de adaptação, mas a solução nesse caso foi outra.

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O ideal aqui é trocar o multimídia por um com tela maior e que já converse com amplificadores mais parrudos e partir para instalação de subwoofers, kits duas vias… Em uma das picapes que a divisão Mopar montou, foi utilizada uma central que deve virar acessório para o modelo, além de uma caixa slim, já amplificada e com sub, debaixo do banco do passageiro (produzida pela Falcon). Marcio Luiz, da W30 Culture Sound, deu uma analisada na sonzeira da picape e acredita no format de substituição da central, assim como adoção de equipamentos que podem ser instados sob o banco dianteiro e até mesmo atrás do banco traseiro. “Há espaço para montar o sistema que vai gerar um bom grave”, diz o especialista.

Estética

Entre as diversas Toro que a Mopar preparou para ações pontuais, praticamente todas tiveram peças repintadas como frisos, acabamentos, molduras de painel. Uma delas teve todo o acabamento chamado de “codolino” (moldura em volta das caixas de rodas), saias laterais, racks de teto removidos e pintados em um tom cinza grafite. Praticamente a volta toda do utilitário tem essas peças encaixadas e as travas plásticas quebram facilmente. Quem se arriscar em uma personalização como essa pode se preparar para comprar dezenas de travinhas. O rack de teto tem fácil remoção.

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A solução mais fácil e limpa é criar uma personalização com uso de películas adesivas, seja emu ma peça completa do carro ou parcialmente. Nós já vimos algumas Toro totalmente envelopadas, outras com faixas laterais e algumas com uma pequenos detalhes tipo maçanetas e espelhos revestidos. Aí vale o gusto do proprietário e as ideias dos profissionais que trabalham com este tipo de customização.

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