Fotos Fábio Arantes


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Técnica Rotrex
Rendimento sustentável

Conheça o superalimentador que alia a resposta imediata do compressor mecânico à eficiência do turbo. E além de tudo é ecologicamente correto


Ao ver os dois carros com carinha de originais intocados, parados na foto de abertura desta matéria em um ambiente bucólico, cheio de árvores, você pode achar que nós aqui da redação “viajamos forte” e colocamos o BMW 330 e o Peugeot 307 em lugar errado, fora da FULLPOWER Original!

Pode ficar tranqüilo, os dois discretos são preparados com alta tecnologia embarcada, porém mantendo discrição total. Ambos foram montados com o inovador compressor Rotrex pela preparadora Herrera Motorsports (SP), empresa brasileira que tem contrato de exclusividade com o fabricante.



Lubrificação totalmente independente: garantia de durabilidade e eficência
no compressor

O rendimento de um carro equipado com o Rotrex não lembra em nada os compressores centrífugos convencionais, aqueles com reduções por engrenagens ou correias internas, de grandes dimensões e com entrega de potência extremamente progressiva.

As respostas em baixa rotação são muito superiores se comparadas às de um turbo, assim como em retomadas, pois não há o típico “lag”, o retardo nas respostas tão característico do superalimentador tocado pelos gases de escape.

Em um motor equipado com Rotrex tudo é mais rápido, de maneira mais eficiente e, principalmente, agradável! É como um motor elétrico, sempre pronto. Ao menor toque do acelerador o vento já está lá! É “bateu, levou”, respostas imediatas sempre e em qualquer rotação. Em alta, a característica de “centrífugo” permanece: um propulsor forte e “sem fim” o tempo todo.


Ao comprimir o ar, o Rotrex adiciona pouco calor
Tudo bem que os “BM” são carros famosos por suas qualidades dinâmicas. Concordo, mas não dá para falar o mesmo de um 307, que não pode ser considerado o maior exemplo de esportividade do mundo. Pois equipado com o tal compressor, o hatch pacato, quase letárgico, transformou-se em um carro agradável de ser dirigido. Com agilidade e atitude na medida certa.

Mas e aí? Qual o milagre? Alta eficiência adiabática, ou seja, ao comprimir o ar, o Rotrex adiciona pouco calor a ele. Só para efeito de comparação: compressores mecânicos têm índice de cerca de 65% e os turbos de 80%. No Rotrex, esse valor pode chegar a 86%! As outras vantagens alegadas pela empresa dinamarquesa são: silêncio de operação e durabilidade — esta, garantida por um sistema de lubrificação independente com filtro, linhas, radiador e até óleo exclusivos. A decisão de se adotar lubrificação própria teve outro motivo técnico: incrementar a tração da transmissão, que chega a 96%. Apesar de ser um compressor centrífugo, acionado pelo motor por polia e correia, com o mesmo princípio de funcionamento de similares, o Rotrex tem um sistema de redução com mancais de roletes planetários.

Esta redução realiza grandes multiplicações que, conseqüentemente, gera maiores rotações, como em um turbo. Enquanto um Rotrex pode ir além das 200 mil rpm, um compressor centrífugo convencional atinge, no máximo, 60 mil rpm. Isso permite que ele seja mais compacto do que os outros superchargers. Com um rotor menor, a mesma quantidade de ar comprimido é enviada para o motor, sem a desvantagem da massa extra. Daí as respostas imediatas. Apesar de ter dimensões similares à dos compressores de turbo, o Rotrex dispensa volume (e contrapressão) de escape para embalar... Daí as respostas imediatas.

A sustentabilidade — a capacidade de manter nosso modo de vida sem comprometer o das próximas gerações —, até então ameaçada pelos motores de alto rendimento, está garantida com o Rotrex. Os dois carros desta matéria, apesar de renderem quase 50% a mais, queimam gasolina, mantiveram seus sistemas de escape originais, inclusive com catalisadores, e passam em emissões de poluentes. Simples, potente, silencioso e limpo. Perfeito? Quase... Tecnologia e eficiência têm seu preço: pelo menos R$ 15 mil para ter o compressor instalado em seu carro. Vale cada centavo e a Natureza agradece.