
Você tem um turbinado rendendo 250 cv, todos eles medidos no dino. Apesar das duas bombas de combustível externas, suficientes para sustentar mais de 450 cv, não há como alimentá-lo! Antes de adquirir a terceira bomba para o “foguete” queimador de álcool, é melhor verificar o sistema elétrico do carro.
Mesmo profissionais consagrados da preparação sofrem com falhas na “força vital” de um motor a combustão de quatro tempos, que necessita de eletricidade para queimar a mistura ar/combustível e ainda tocar todos os acessórios do carro.
Até os veículos originais novos passam por problemas elétricos. Há previsão de acontecer, em poucos anos, uma revolução na indústria automobilística e será exatamente nestes equipamentos. Como há cada vez mais oferta de acessórios e as injeções e ignições estão mais potentes, os sistemas de 12 V estão no limite de sua capacidade. Sendo assim, em breve, os fabricantes deverão adotar sistemas de 42 V. A medida obedece a uma lei da eletricidade: quanto mais alta for a voltagem, melhor será a circulação de energia através de seus condutores.

O gráfico acima exemplifica o consumo elétrico (em amperes) de algumas bombas de combustível conforme sua pressão de trabalho. A bomba é um dos itens mais subaproveitados quando a instalação é mal feita
Enquanto esse upgrade não acontece, é preciso seguir algumas regras básicas para o seu carro funcionar perfeitamente e evitar gasto com materiais caros e desnecessários.
Aterramento é fundamental. “Este é o problema mais comum. O aterramento deve ser diretamente na lataria do carro, sem tinta ou sujeira interferindo no contato”, explica Wladimir Dias, da 12 Volt Boost, instaladora e fabricante de acessórios paulistana.
A escolha de cabos incompatíveis com a demanda de energia de determinado componente é outro “ponto fraco” nas instalações de acessórios. É comum a ligação de uma segunda bomba de combustível em paralelo à primeira, empregando um fio original do carro. Fique atento! Um condutor fino demais para o consumo de voltagem faz o acessório em questão ter seu funcionamento severamente comprometido. Ligações diretas na chave de acionamento, sem relê ou fusível de proteção, também são altamente arriscadas e prejudiciais para qualquer equipamento elétrico que opere com uma corrente superior a 5 amperes.
De nada adianta um alternador, por exemplo, capaz de carregar 200 amperes por hora se a bateria não consegue absorver além dos 55 amperes. Exatamente por se tratar de uma “cadeia”, todos os componentes estão interligados. Eles devem ter sinergia. Portanto, fique ligado... Para não entrar em choque!