Picape média mais potente e forte do Brasil na atualidade, a Volkswagen Amarok V6 está à venda por R$ 195.990 na configuração Highline. Será que vale esse valor? Para responder isso, aceleramos seus 225 cv e 56,1 kgfm por estradas de asfalto e, claro, também de terra.

Compartilhado do SUV Audi Q7, o motor 3.0 V6 turbodiesel da Amarok satisfaz desde a partida, com um baixo nível de ruído e de vibrações a ponto de fazer motorista e passageiros questionarem se estão de fato a bordo de uma picape diesel – a 120 km/h, o conta-giros estaciona nas 2.000 rpm. Mérito também do ótimo isolamento acústico da cabine, que inibe com eficácia até o som do vento que passa pelos retrovisores. 

Mas o que mais chama a atenção é o desempenho. A turbina com geometria variável deixa a Amarok esperta em qualquer faixa de rotação e tem o reforço da função over-boost, que eleva a potência da picape em mais 20 cv e o torque em mais 3 kgfm, durante dez segundos, para favorecer as ultrapassagens. Por alguns instantes, portanto, são entregues 245 cv e 59 kgfm entre 1.500 e 2.500 rpm. De zero a 100 km/h, são necessários apenas oito segundos, de acordo com o fabricante. Como comparação, a Chevrolet S10 atinge a mesma velocidade em 10,3 s com seu propulsor diesel de 206 cv.

O câmbio automático de oito marchas administra com propriedade esse poderio com trocas rápidas e quase imperceptíveis, tanto no modo normal quanto no S, esportivo. Há opção de mudanças sequenciais pelas aletas no volante ou pela manopla. A direção hidráulica tem a mesma calibração das versões 2.0 diesel. Na prática, significa dizer que permanece firme e precisa em altas velocidades, mas um pouco pesada para situações de manobra.

Entre os itens de segurança da Amarok V6 há tração integral, controles de tração e estabilidade, seis airbags, ABS off-road, assistente de partida em rampa e freios a disco nas quatro rodas.

Bem recheada, a lista de equipamentos inclui ar-condicionado digital de duas zonas, câmera de ré, controlador de velocidade, ganchos para amarração na caçamba, sensores de chuva e crepuscular, retrovisor fotocromático, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro e faróis bi-xenônio com luz diurna de led. O único opcional disponível para o modelo importado da Argentina são as rodas de 19 polegadas, por R$ 2.866, que substituem o conjunto aro 18” de série.

O nível de conforto é elevado, com direito a bancos de couro macios e com ajustes elétricos para motorista e passageiro da frente. A ergonomia é outro ponto forte da picape. O volante multifuncional tem ótima empunhadura e conta com ajuste de profundidade da coluna de direção – algo raro nesse segmento –, o que aumenta a sensação de se estar dirigindo um carro de passeio. 

Destaque também para o acabamento e para o espaço interno. A central multimídia é intuitiva, tem tela sensível ao toque e permite o espelhamento de smartphones. Pena só haver uma entrada USB. Ela também exibe informações para o off-road como bússola, ângulo das rodas e altímetro.

Vale a compra?

A Amarok vale a compra e merece, sim, a atenção de quem esteja em busca de uma nova picape média. Desempenho, competência off-road e baixos níveis de ruído e vibração do motor diesel são seus principais atributos.