Finalmente a Volkswagen Amarok V6 TDi chegou ao mercado. Mesmo que o visual continue igual desde seu lançamento, em 2010, a usina turbodiesel, seis bocas de 3,0 litros, 225 cv e 56,1 kgfm empurra com muita disposição. Os 100 km/h chegam em apenas 8 segundos. E rodar em oitava marcha, no câmbio automático com o pé no fundo, é garantia de pontos na CNH pois multas choverão: ela anda muito! Entre 50 km/h e 120 km/h pé no porão significa um overboost que eleva a potência para 245 cv e aumenta o torque em até 4 kgfm por até 10 segundos. Resumo: não tem picape original de fábrica que ande mais do que a nova Amarok V6 TDi.

Esse motor de exatos 2.967 cm3, com V em 90 graus, taxa de compressão de 17:1 e apenas um turbo, grande e de geometria variável (os quatro cilindros têm duas turbinas) tem corrente de comandos de válvulas – e não correia. O seis bocas equipa também Audi Q7, por exemplo, e como você está na FULLPOWER, sabe que preparadores espcializados em eletrônica vão tirar mais performance na camionete de 2.185 kg (só de motor são quase 200 kg). A versao básica é oferecida com rodas e pneus aro 18” e único opcional é o conjunto rodas e pneus aro 19”(que equipava a versão do nosso teste). Mais uma pra quem é FULLPOWER raiz: dá para colocar rodas 22”e até 24” na Amarok, claro que com pneus de perfil mais baixo, o que prejudicará o bom conforto dela, mas pode garantir o estilo que este proprietário quiser.

Rodamos em São Paulo e interior, por estradas lisas de asfalto e rodovias ruins com pedras e até em uma pista off-road bem radical montada no Haras Tuiuti, especialmente para este lançamento. Com freios a disco nas quatro rodas (a primeira do segmento também): além de acelerar como nenhum outro utilitário nesta categoria, freia demais também. E entre os exercícios feitos no Haras, abusando da eletrônica, deu para perceber o quão segura está. Tem quatro airbags, seu controle de tração/estabilidade é muito eficiente e o 4Motion (tração integral o tempo todo) transfere força para as rodas que tiverem mais disposição para sair de uma situação de pouca aderência.

Caixa de ovos, Titanic, inclinação, pudemos testar/avaliar tudo o que a Amarok oferece nos trechos montados para o test-drive. O Titanic é o mais perturbador: uma curva de mais de 90 graus, em descida forte que tira uma das rodas traseiras do chão com vontade. E não pode encostar no freio com muita força pois a picape balança muito e a sensação de que o barranco será percorrido capotando é eminente. Mas a eletrônica mantém tudo sob controle e quando se alcança a descida em linha reta o Hill Descent Control mantém a velocidade baixa sem que o condutor encoste no pedal de freio. Há também um recurso que ajuda nas subidas em terrenos com baixa tração e ela picape sobe na disposição.

O multimídia é fácil de operar, conexão Bluetooth tem reconhecimento rápido, com Apple Car Play e Android Auto. Alguns recursos de segurança no uso off-road aparecem na tela, assim como imagens da câmera de ré e assistente de estacionamento. O volante multifunctional ajuda nos comandos e borboletas na parte de trás podem ser acionadas para as trocas de marchas e para completar sua coluna permite regulagens de altura e profundidade. Tanto para condutor, quanto para o passageiro dianteiro, os bancos têm ajustes elétricos. Ar-condicionado dualzone com difusores paras os passageiros de trás, revestimento em couro e preço a partir de R$ 184.990. Com a opção de rodas e pneus 19”, o valor aumenta pouco menos de R$ 3.000. A Amarok anda como um esportivo pequeno, leva carga (até 1.105 kg ou 1.280 litros na caçamba) com disposição e tem bastante requinte. Qualquer um da redação compraria fácil uma dessas e, claro, daríamos uma liberada ainda maior na cavalaria e na velocidade máxima, limitada em 190 km/h.