Aproveitando o mesmo embalo da Porsche, a Ferrari também apresentou o seu novo carro de corrida já pensando no calendário de 2023. A fabricante italiana estará usando no ano que vem o 296 GT3 que agora conta com tecnologias trazidas diretamente da scuderia de Fórmula 1. O exemplar irá representar a marca do cavalo rampante não só no FIA GT3, mas também no campeonato IMSA dos Estados Unidos. 

Seguindo à risca todas as novas regras da FIA para a categoria GT3. O novo Ferrari 296 “di corrida”, reestreia o motor central nos carros vermelhos italianos. Seguindo os mesmos passos do modelo 246 SP, o novo GT3 chega com um V6 turbo com cilindros em um ângulo de 120°. Para oferecer um modelo de “negócio” parecido com os outros concorrentes, a montadora projetou o carro para ser usado não só por pilotos profissionais, mas também por condutores gentlemen drivers que levam o automobilismo como um hobby. 

Divulgação/Ferrari

O motor é o mesmo do modelo 296 de rua. Montado com turbocompressores posicionados dentro do “V”, a motorização é capaz de gerar 600 cv de potência e 72,4 kgfm de torque com um câmbio sequencial de seis marchas com paddle shifts e uma embreagem monodisco de atuação eletrônica. As mudanças no carro de corrida não só priorizaram a performance, mas também focaram na estratégia com alterações que trabalharam na redução de consumo de combustível. 

O cockpit recebeu um cuidado especial e foi desenhado usando a referência e o feedback fornecido por pilotos de fábrica e também clientes. As principais mudanças estão na melhoria da visibilidade e na acessibilidade dos condutores. A Ferrari procurou deixar no interior apenas os itens necessários em uma corrida, sem inovar com soluções que na prática seriam irrelevantes para os motoristas da scuderia. 

A estreia está marcada apenas para janeiro de 2023 durante as 24 Horas de Daytona, quando o novo 296 GT3 vai encarar a pista pela primeira vez de forma oficial. Enquanto isso não acontece, a Ferrari segue nos testes de rodagem. O modelo atualmente está na fase final de equalização, completando dezenas de milhares de quilômetros no circuito de Fiorano na Itália.

Divulgação/Ferrari