Depois de 10 anos, Astra mostra sistema de som hi-fi

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JOIA REVELADAProjeto sonoro de Astra, montado há quase 10 anos, mostra que desde sempre esteve à frente de sua época
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Sussumu Tugumi, dono da Top’s Garage, fala com propriedade quando o assunto é sistema de som. Afinal, ele desenvolve projetos desde os anos 1990 e tem vasto conhecimento em conjuntos de alta qualidade. Recentemente, Sussumu nos revelou uma joia que, há tempos, mantinha sob uma capa, na garagem da casa de sua mãe. Trata-se de um Chevrolet Astra CD 2002, comprado em 2004. Impecável, o carro guarda uma sonzeira “híbrida”, montada de acordo com o gosto musical do especialista. “Esse Chevy pertencia a um dos diretores da GM e tem lá suas peculiaridades, como o interior todo cinza”, conta o instalador sobre sua nave exclusiva.
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Para chegar ao ótimo resultado sonoro, o instalador precisou ir muito além da escolha de falantes e módulos de qualidade. “Comprei o carro e, de cara, desmontei ele por completo, sem dó”, lembra. Nessa etapa, quilos e quilos de revestimento Dynamat incorporaram a estrutura do Astra, transformando por completo a acústica de seu interior. Para ter ideia do tratamento, cada porta possui três camadas de material, sendo nas latas interna e externa, além dos forros laterais. “Onde o adesivo não alcançou, completei o revestimento com a versão em spray, vendida nos Estados Unidos”, conta Sussumu.
Depois de todo esse tratamento, o instalador e seu irmão, Caio, iniciaram o minucioso trabalho de passagem dos fios do sistema, trazidos “na bagagem” durante uma viagem aos EUA. “Uma vez fui pra lá de férias e não tive dúvidas: comprei o máximo de cabeamento que consegui, pois o valor era infinitamente menor”, explica o especialista. Com os componentes, Sussumu garante que até o timbre dos falantes (tweeter e midbass) é otimizado, facilitando, inclusive, o direcionamento dos mesmos. “Com um som limpo, o trabalho de ouvir e, consequentemente, direcionar o áudio é bastante facilitado”, diz.
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Nesse caso, foram empregados cabos RCA da dinamarquesa Van Den Hul entre processador e amplificador estéreo, e Monster Cable para o módulo mono. Fios paralelos, para midbass e tweeter, continuam “mixados”: Monster e Van Den Hul, respectivamente. “Como eu não sabia a dimensão do projeto antes da compra dos cabos, optei por o que havia de mais animal na época. Isso significava fios de alimentação da marca Sound Quest com 34 milímetros de diâmetro”, destaca Sussumu, deixando claro que não é preciso componentes “dessa ignorância” para um projeto como esse. Apesar da mistura de marcas, ele ressalta que o importante é levar em conta as resistências dos mesmos. “Não adianta ter um RCA bom, se o paralelo for ruim, e vice-versa”.
Para posicionar os falantes, mais longas horas de trampo! Nas portas, midbass Diamond, linha D6, foram instalados e direcionados com auxílio de bafers, enquanto sobre o painel, tweeters Focal tiveram seus domos apontados para o motorista. “Fizemos as colunas A em duas peças e as revestimos com camurça flocada”, lembra Sussumu, acrescentando que todas as demais colunas, assim como o acabamento do break-light traseiro, também receberam o tecido diferenciado. No porta-malas, a receita para o grave macio e “na medida” é explicada pelos irmãos: “Construímos duas caixas seladas de 32 litros, com madeira MDF e fibra de vidro. Durante seu processo de criação, aplicamos ‘cargas de fibras’, para torná-las mais resistentes e, de quebra, maleáveis, evitando assim possíveis rachaduras e quebras”, explica.
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Para tal resultado, os irmãos Tugumi contam que basta adicionar à resina um talco especial para completar a mistura.
Os graves partem de um par de subs DB Drive de 10”, que incrivelmente parece estar alocado sob o painel do Astra. “Isso é conseguido graças ao processador de sinal. Afinal, o objetivo do projeto era transformar o carro em uma verdadeira casa de shows, com cada instrumento tocando em seu devido lugar”, diz Sussumu. E, basta sentar no banco do motorista para viajar nessa sonzeira, repleta de qualidade. Tweeters e médios tocam cristalinos, sem qualquer tipo de ruído — nessa hora, fica claro que o alto investimento em fios e cabos não foi em vão. Feche os olhos e encontre cada um dos instrumentos sobre o painel, tocando suave e, acima de tudo, sem qualquer interferência externa (mérito para o revestimento animal aplicado por Sussumu e Caio).
Quanto à bateria original, o instalador argumenta: “apesar de antigos, esses amplificadores (importados em pouquíssimas unidades) tem baixo consumo de energia, quase equivalente a um modelo com tecnologia digital”, diz Sussumu, que completa: “tive facilidade em adquirir os módulos, já que trabalhava como consultor técnico da Sony nessa época”.
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Esteticamente, o Chevrolet recebeu poucas, porém notáveis modificações. Entre elas, destaque para o jogo de rodas Enkei RSV aro 18”, com pneus 215/35.
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Graças a uma suspensão preparada pela Down, a carroceria ficou mais próxima do solo e elevou a esportividade do hatch. Outra modificação quase imperceptível está nas lanternas traseiras, herdadas do Astra mais atual. Encerrado o ensaio fotográfico, adivinhe para onde o Chevrolet foi? Para a casa da senhora Tugumi, claro, guardadinho embaixo da capa…
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Texto: Giuliano Gonçalves
Foto: Luciano Falconi
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Redação
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