Esporte urbanoStrada Sporting encara um FULLPOWER Lap. O motor E.torQ mandou bem, assim como os freios

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Eu já estava com saudades de acelerar no circuito de Interlagos para nosso FULLPOWER LAP! Por isso, parti para uma dose dupla na pista: Fiat Strada Sporting e Golf Black Edition (esse você verá na próxima edição, 107). A picape com apelo esportivo da Fiat mandou muito bem nas três voltas cronometradas, mas deu a impressão de que a traseira leve poderia complicar nas tangências de curva e dificultar os contornos: pede alguma técnica para andar rápido.

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O motor E.torQ 1.8 16V, unido ao câmbio de cinco marchas, com relações mais curtas (se compararmos com outros modelos que usam o mesmo powertrain, como Idea e Doblò, por exemplo), foi uma das chaves para o bom rendimento. Os freios com ABS com discos dianteiros e tambores atrás — fazem parte do pacote High Safety Drive, que oferece também duplo airbag — colaboraram na aproximação de curvas: era vir em quarta ou quinta marcha e subir no pedal central com a ponta do pé direito, fazendo um punta-tacco com o calcanhar do mesmo pé no acelerador enquanto o pé esquerdo acionava a embreagem para reduções de marcha. No final das duas retas maiores, a dos boxes e a oposta, a Strada vinha enchendo a quinta marcha com vontade.

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Ao passar a placa dos 100 metros antes da curva, aliviar o acelerador, frear com vontade e espetar quarta e terceira seguidamente, a traseira leve dava sinais de “agitação”, mas se comportava quando freava com o volante reto. Agora, segurar o freio apontando para a curva é pedir para girar. Quem curte escapadas de traseira com carro tração dianteira pode achar diversão com essa tocada.
A calibração de suspensão da Sporting é diferenciada: deixa a carroceria 10 milímetros mais baixa do que uma Strada básica, tem ajuste de amortecedores para ficar mais rápida, firme, além de molas exclusivas da versão. Mesmo assim, inclinava bastante (rolling) e os pneus 185/55 R16, que oferecem conforto e alguma esportividade para as ruas, dobraram demais na pista, mesmo com a calibragem elevada: rodamos com 38 libras.

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As retomadas, tanto em trecho plano quanto na subida após a “Junção” (porção final antes da reta dos boxes), se mostrou boa. São 18,9 kgfm de torque a 4.500 rpm e os 132 cavalos — dados do motor rodando com etanol — puxando os 1.138 kg da picape, mais os meus 90 kg, com macacão, capacete, luvas…
Apesar do calor no melhor estilo Saara ao meio-dia, não usei ar-condicionado (veja quanto se perde de rendimento com o equipamento ligado, na página 128) durante a volta que colocou a picape no terceiro lugar da tabela. Nem abri o teto-solar, um dos opcionais do modelo que custa R$ 46.270 e tem cinco cores disponíveis, além desta vermelha. Como equipamento de série, há direção hidráulica, volante com regulagem de altura, computador de bordo, Follow me home, protetor de caçamba, entre outros da linha Palio.

Por Eduardo Bernasconi

Fotos João Mantovani

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