Viagem à praia poderia se tornar um pesadelo. Mas, Subaru mudou o desfecho com uma sessão de hipnose

Sexta-feira, final de tarde, véspera de Carnaval e… Um ensaio fotográfico sobre um Subaru Impreza WRX SW. Minha viagem para a praia, programada para acontecer antes do trânsito, já era! Em condições normais, eu estaria “arrancando os cabelos com um alicate e espumando pelo canto da boca”. Entretanto, como em uma sessão de hipnose de Fábio Puentes (aquele da TV, que coloca a mão nos olhos das pessoas dizendo “dorme, dorme”), esse Subaru literalmente me “ludibriou”. Talvez pelo sistema de som animal, ou até mesmo por seus atributos visuais e de performance, esqueci completamente da vida e a única coisa que eu pensava era: “caramba, que carro é esse?!?”.
E não é preciso ser agarrado “à força” por um hipnotizador para gostar desse Subaru. Basta se aproximar dele e pronto! Você é fisgado, naturalmente. Se ligar o som, então… Já era! O grave do trio de subwoofers, aliado ao som cristalino do conjunto estéreo, fazem você ficar no interior dele por horas, talvez dias, curtindo o conjunto. “Após muita procura, encontrei esse Impreza Turbo. Como fã incondicional do carro, fiz questão de investir em diversos acessórios”, conta Alessandro Fernandes, dono do “Hawk-eye” (olho de falcão), como o carro é conhecido pelos entusiastas mundo afora.
Todo o investimento foi executado na Classic Som Ipiranga, em São Paulo (SP), sob o comando de Ricardo Gil. “O Alê é cliente nosso de longa data. Até imaginávamos o design do projeto antes de ele pedir. Só não estava nos planos concluir tudo em apenas seis dias”, lembra o especialista. Tal “acelerada” para o término no trampo era o evento FULLPOWER Fest, no qual o carro ficaria em exposição. “Ele chegou aqui do nada e pediu tudo isso, de uma hora para a outra. Foi uma correria só entre os instaladores. Mas, no final, tudo deu certo”, vibrou Ricardo.
Antes de mais nada, o interior do Subaru foi completamente desmontado para receber quatro camadas de revestimento acústico. Após isso, Ricardo passou as coordenadas da caixa selada à equipe de profissionais da Classic Som Ipiranga, com três câmaras de 40 litros, cada. “Essa caixa é ‘osso duro de roer’. Tem chapas de madeira MDF de 30 milímetros, além de camadas e camadas de resina e um ‘material secreto’ para enrijecer a peça”, explica o instalador, responsável por desenvolver a milagrosa “poção do endurecimento”.
Finalizada, a caixa tocou como o desejado: sua frequência começa em 22 Hz, com linha plana até os 70 Hz. Ah, sim, os responsáveis pelo bombardeio são três subs Audiophonic de 10”, alimentados por um amplificador (de mesma marca) Edge 3K — ele é ligado aos falantes com impedância de 1,5 Ohms. Na ativa desde o início do ensaio fotográfico, o som tocou sem parar. Perguntei ao Ricardo se a bateria não estaria correndo risco de vida, e ele mandou: “relaxa, cara. Tem três delas no porta-malas, no lugar do pneu reserva, além da original, no cofre do motor”. Antes que eu indagasse para onde o estepe foi, Alê me apontou (orgulhoso, com um sorriso no rosto) para o banco traseiro e disse: “fotografa esse pneu, por favor”. Por respeito a você, caro leitor, não incluí tal imagem na matéria.
Duas molduras no porta-malas, para megacapacitor e módulo estéreo (esse, tem quatro canais de 80 W RMS a 4 Ohms), além de revestimento aveludado, finalizam o belo trampo do compartimento de bagagens. Acompanhando o cabeamento DB Link do ampli estéreo, paramos nas portas do carro, nos falantes de “voz”. São dois coaxiais nas traseiras e um kit duas vias nas dianteiras (com tweeters nas colunas A). Ambos tocam a partir de 60 Hz e só param nos 20 KHz! “Esses falantes são da linha de entrada da Focal. Mas, basta escutar um minuto deles para ver que, até na versão ‘popular’, os caras apavoram em qualidade”, garante Ricardo. Alê, por sua vez, também aprova o investimento: “Consigo ouvir o som em qualquer volume, pois não distorce nem se eu quiser”.
Para muitos, um WRX com um sistema desses, repleto de graves, com estéreo de qualidade, entretenimento completo (o DVD-player tem TV digital e Bluetooth, entre outras funções) já estaria mais do que perfeito. Mas, para Alê, a saga desse carro ainda estava longe de terminar… Rodas esportivas, por exemplo, constavam na lista de upgrades e, na própria Classic Ipiranga, se tornaram realidade! Ricardo instalou um jogo de Enkei RS-7 aro 19”, com acabamento bronze animal e pneus 215/35.
Já a suspensão foi mantida original, pois Alê quer aproveitar o futuro “up” de perfomance para realizar tudo de uma só vez. “Ainda tem muita coisa a ser feita nesse carro. Inclusive, já encomendei um kit turbo gringo para ele. Logo, bielas e pistões forjados farão parte do motor boxer, assim como um intercooler sarado”, garante o dono do nipônico. Por enquanto, ele já trocou a embreagem original (por uma americana Exedy, Stage One) e o sistema de escape, agora, inteiramente de inox, com diâmetro de 3”.
Outros apetrechos, como instrumentação Auto Meter, linha Cobalt (conta-giros, halmeter e manômetros de óleo e turbo), já deduzem que o cara deverá MESMO ir longe nessa segunda fase de alterações. “A performance dele original já é tudo de bom. Mas, como eu sempre tive carros preparados, esse também receberá atenção em cada detalhe”, assegura Alê.
Dono de uma distribuidora de películas, Alê aproveitou “a regalia” para aperfeiçoar seu bólido. Nesse caso, ele envelopou o teto de preto fosco e as colunas com Di-Noc 3M, com aspecto de fibra de carbono.
“Aos poucos, o carro está ficando com a minha cara. Quando estiver com a suspensão zerada e o kit de performance, acredito que nada mais precisará ser alterado no WRX”, diz Alê. Nós, aqui da redação, também “acreditamos” que as modificações irão parar por aí… Ah, e no final eu nem me importei por ter encarado um dos trânsitos mais terríveis da minha vida durante a viagem para a praia. Aliás, espero ter a honra de conferir de perto (novamente) o Subaru após essas modificações. Mesmo que seja na véspera de outro feriado prolongado…