Honda SH 150i é upgrade pra quem já tem scooter e quer mais estilo e conforto

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A Honda agora tem a solução pra quem tem scooter pequena, mas tá afim de dar um leve upgrade na rotina. A SH 150i, que tá à venda desde abril, veio pra chamar atenção de proprietários de Burgman, Lead e PCX, ao oferecer um design diferenciado e uma pilotagem bem acertada.

Partindo de R$ 12.450, a SH 150i traz farol e lanterna de LED, compartimento com tomada de 12V e start/stop. Até aí, nenhuma novidade em relação à PCX, mas o jogo vira com os freios ABS e chave presencial, exclusivos da SH. Se pra você os equipamentos não chegam a justificar o preço mais salgado (inclusive em relação à Yamaha NMAX), a arquitetura europeia talvez o cative.

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A SH 150i faz sucesso lá no velho continente e ela resgata a tradição do assoalho plano à categoria na Honda. Nela, o piloto senta como se estivesse numa cadeira, com postura reta. Isso permite que a moto tenha rodas maiores, no caso, de 16 polegadas, de liga com cinco raios, calçadas com pneus 100/80 na frente e 120/80 atrás.

O par de rodas maiores e o entre-eixos um pouco maior que o da PCX (são 1.340 mm) permitem adernar mais a SH em curvas, o que é agradável pra pilotagem, mas tira um pouco de agilidade. A suspensão dianteira da SH é telescópica convencional, com curso regulável de 90 a 100 mm e a traseira conta com dois amortecedores, também ajustáveis, de 80 a 95 mm. Com o setup mais longo, a motinha fica confortável e certamente absorve melhor os impactos que as scooters menores, mas não vai achando que você pode varar lombada ou buraco, porque a coluna ainda sente bem o que os pneus tão fazendo.

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O motor da SH é ligeiramente mais espertinho que o da PCX. São 14,7 cv gerados pelo monocilíndrico a 7.750 rpm e 1,40 kgfm a 6.250, comandados pelo câmbio CVT. Como na maioria das scooter, a resposta ao punho do acelerador é imediata em saídas de faróis, quando o start/stop (que a Honda chama de idling stop) está desativado. Com ele ligado, há um pequeno lag de um segundo para o motor religar (e, ao parar novamente num farol, por exemplo, o motor desliga entre 3 e 4 segundos após a imobilidade).

Pra cidade, os 14,7 cv vão atender todas as suas demandas, a motinho é ligeira e confortável de guiar. Ponto, aliás, para o banco grande e largo, que comporta bem piloto e garupa sem problemas. Mas se você pegar algum trecho de estrada, saiba que não vai passar dos 100 km/h. Não porque a moto é incapaz disso, mas não é o habitat dela, então o esforço do seu pulso vai ser tão grande pra manter ela lá em cima que é melhor cravar nos 100 km/h ali e curtir o rolê com paciência.

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Nós rodamos cerca de 100 km com a SH 150i, mesclando bem cidade e rodovia e, mesmo abusando da manopla direita, a bichinha segurou firme o consumo na casa dos 35 km/l a 40 km/l de média de consumo, somente a gasolina. Com essa média de 40 km/l, considerando o tanque de 7,5 litros, dá pra atingir 300 km de autonomia, nada mau. Se o roteiro casa-trabalho-faculdade for de 25 km, significa pouco mais de um tanque e meio por mês de custo com gasosa.

Pra quem é mais baixinho – tipo eu, com meus 1,71 m – os 799 mm de altura do assento vão fazer você ficar na ponta dos pés ao parar nos semáforos (nem tanto pela distância do chão, mas lembre-se que o banco é largo…). Nada que diminua a sensação de segurança, é apenas uma constatação. O guidão e, especialmente, os espelhos largos também vão exigir atenção na hora de passar pelos corredores, porque há risco de trombar com os retrovisores dos carros.

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Como é de lei nas scooters, a SH tem soluções pra facilitar o dia a dia com ela, como o compartimento onde está a tomada de 12V (que você vê na foto aí em cima), gancho na coluna para carregar sacolas (que, apesar de facilitar o transporte, poderia estar posicionado mais acima para evitar que elas raspem no assoalho da moto) e um bagageiro para um capacete pequeno sob o banco. Infelizmente, mesmo ela sendo maior, não espere o espaço generoso que a Lead tinha embaixo do banco.

A SH 150i é uma boa opção pra quem já tem e curte scooter e quer se renovar, ostentando um estilo com grife europeia por aí, com rodinhas maiores e mais mimos. Mas não faz questão, por exemplo, de um motor mais potente, já que dificilmente pega rodovia. Vale o investimento se você fizer parte deste perfil.

Redação
Redaçãohttps://www.revistafullpower.com.br
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