A mãe ou pai com mais de um filho(a) em busca de um carro para levar a família toda — some a avó, um ou dois carrinhos, uma quantidade indecente de brinquedos — para um passeio de 43 minutos no parque pode gostar da Dodge Journey. Com os bancos traseiros deitados, o porta-malas fica livre para levar tudo e mais um pouco. A tampa abre muito e você pode até jogar a esposa lá dentro, sem dobrar (ops!). Na fileira central de bancos há até uma cadeira para criança embutida, uma facilidade bem original.
As linhas são bonitas e não inventam moda: nada de exageros que tornem o veículo um pavão aonde chega, mas belas o suficiente para serem notadas pelos mais atentos. Numa briga com Hyundai Santa Fé ou Vera Cruz, por exemplo, os preços equiparam em várias versões de cada um deles. Mas, os 185 cv no V6 2,7 enfraquecem a Dodge Journey. Se comparada a outros modelos que não oferecem sete lugares, como Chevrolet Captiva e Honda CRV, por exemplo, os dois bancos extras podem ganhar a disputa, mesmo faltando motor. No entanto, comparada com outros modelos com sete lugares e alguns seis bocas em V com mais de 250 cv, fica difícil. Mesmo custando menos, a classe que compra um carro com custo acima de R$ 100 mil está disposta a pagar um pouco mais para ter a segurança de um motorzão com mais de 25 lgfm de torque. O câmbio automático de seis marchas é muito bom.
No quesito segurança, a família está mais do que protegida na Journey: são seis airbags, ABS e EBD para os freios e rodas 19”.