Habemus McLaren Senna GTR no Brasil! Mas este exemplar, único também na América Latina, não será visto nas pistas. O superesportivo equipado com motor 4.0 V8 biturbo de 825 cv foi comprado pela Fundação Lia Maria Aguiar, que o deixará exposto no futuro Museu-Escola, previsto para ser inaugurado em 2021, em Campos do Jordão (SP).

A Lia Maria Aguiar é uma instituição sem fins lucrativos, que ajuda cerca de 700 jovens e crianças em Campos do Jordão. O valor gasto pelo o Senna GTR não foi revelado, mas estima-se uma cifra entre R$ 12 e 15 milhões.

O McLaren Senna GTR “brasileiro” é um dos quatro protótipos experimentais usados para desenvolvimento do produto e testes em pista. Com base neles, foram produzidas apenas 75 unidades do modelo e todas já foram vendidas por cerca de R$ 22,7 milhões.

Apresentado no Salão de Genebra de 2018, o Senna GTR é uma versão mais agressiva do McLaren Senna. Seu V8 rende 25 cv a mais graças a uma recalibragem do controle do motor e pela remoção de um segundo catalisador para reduzir a pressão reversa. O propulsor entrega 81,6 kgfm e está combinado a um câmbio de dupla embreagem e sete marchas. As rodas são de 19 polegadas de cubo rápido, calçadas em pneus slicks de 285/65 na dianteira e 325/70 na traseira.

De acordo com a McLaren, o Senna GTR acelera de zero a 100 km/h em 2,8 segundos e atinge a máxima de 340 km/h. O downforce da versão de pista é o mesmo do Senna convencional, mas atinge o pico de 1.000 kg mais rápido, ao chegar a 250 km/h. A relação peso-potência do superesportivo também é elogiável, de 1,44 kg/cv.