Black Chevy – No dia de seu aniversário, Vitor acompanhava feliz da vida a produção das fotos de seu Chevrolet Cruze LT 2012 para a edição 125 de FULLPOWER. Ao lado da nave negra, ele contava com orgulho cada passo dado no projeto: “Tirei como base as personalizações gringas, com ênfase no estilo europeu”. O resultado era animal e, analisando friamente, ficava claro que tal modificação era um tanto simplificada de se realizar…

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Segue a receita: onde houver cromados, cubra com adesivo preto fosco. Pronto, você já pode sair por aí com uma caranga bandidona e repleta de estilo. E, se quiser ir ainda mais longe, combine o visual da carroceria, frisos e emblemas com um jogo de rodas preto fosco. “Pensei em utilizar um conjunto de 20 polegadas, mas correria o risco de raspar nas caixas e perder o propósito do carro, de ser utilizado diariamente”, lembra Vitor. Assim, ele investiu em um jogo de TSW Nurburgring de 19”, com largos pneus Nankang 245/35 — os faróis auxiliares, de LED, nesse caso, foram importados dos EUA.

A altura “na medida” da suspensão é culpa de um jogo de molas esportivas Eibach, aliado ao peso extra da blindagem nível 3A (resistente a projéteis de 9 milímetros e Magnum 44, por exemplo). “A blindagem da carroceria, além do efeito de aumentar a segurança, contribui muito para a ótima qualidade do sistema de áudio, isolando o ruído externo”, empolga-se Vitor, abrindo as portas do Chevy e nos convidando a escutar o novo som do carro.

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Amante de rock, ele foi até a Center Audio Car, em São Caetano do Sul (SP), e pediu a Caio Martins, dono da loja, um conjunto que tocasse sua coletânea a qualquer volume, sem distorções e cheio de graves. Caio entendeu o recado, passou a bola para seu profissional Juliano Atilio e o projeto sonoro deu início. A princípio, Juliano indicou dois subwoofers Digital Design ligados a um amplificador Phoenix Gold de 500 W RMS. Um teste e… Os falantes de (ínfimas) 8” mal se mexeram — apesar da medida, os “pequeninos” têm 420 W RMS, cada! A saída de Juliano foi aplicar um módulo de 500 W RMS a cada um dos subs.

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Agora, sim, a pancadaria estava como Vitor tanto queria. Nem mesmo a chapa de aço sarada, somada a uma camada de kevlar (todas do kit de blindagem), seguraram as baixas frequências no porta-malas do sedan. A caixa utilizada para transferir os graves também tem grande valia para tal sucesso. Segundo Juliano, são duas peças dutadas de madeira MDF (25 milímetros), cada uma com 28,5 litros e dutos de 30 centímetros por 3 polegadas.

O assoalho do habitáculo, aliás, é totalmente novo, a fim de preservar a saída do pneu reserva. “Como a caixa avança sobre o estepe, elevei a superfície do porta-malas para manter essa funcionalidade. De quebra, posicionei o amplificador estéreo na tampa”, lembra Juliano. E, por falar em módulo… Todos eles agora têm iluminação azul, obra do instalador ávido por design. “Aproveitei a transparência dos equipamentos e os personalizei”, diz.

Para ouvir um bom rock, entretanto, o estéreo deve ser forte e preciso. E essa foi a linha seguida por Juliano, indicando falantes da italiana PHD. Segundo ele, os componentes são próprios para sistemas de alta definição e revelam (também) muita potência. Um kit duas vias foi instalado nos locais de fábrica da dianteira, assim como um kit coxial nas portas traseiras — ambos fixados por bafers de madeira MDF.

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Além de nos mostrar “empolgadamente” a sonzeira do carro, ele fez questão de exibir a conectividade do sistema a seus equipamentos eletrônicos. Com a nova central multimídia, ele consegue assistir, por exemplo, arquivos salvos no seu iPad. “Sempre estou com o tablet no carro”, conta. Outra funcionalidade curiosa é a regulagem de áudio pelo celular: via Bluetooth, ele equaliza todas as frequências do conjunto! “Ficou tudo como eu queria. Inclusive a matéria do Cruze no dia do meu aniversário”, agradeceu.

Texto: Giuliano Gonçalves
Fotos: João Mantovani