Entrosamento e união são substantivos primários para a perfeita conclusão de um trabalho. Nesse Veracruz, houve de sobra!
Espaço interno generoso e apelo esportivo são alguns atributos dos SUV (Sport Utility Vehicle). A Hyundai, por exemplo, vende o Veracruz exatamente com essas características: quase cinco metros de comprimento e um motorzão V6 3.8 de 270 cavalos e 36,2 kgfm de torque. Além de carregar bem até sete ocupantes, revela um porta-malas sarado, de 1.133 litros — com a última fileira de bancos rebatida, claro.
Empolgado com essa lista de vantagens, José Carlos Neri arrematou um para passear com a família — entenda como sua esposa e mais quatro filhos. Porém, entre os filhos, existe o Gabriel, um jovem amante de carros equipados, prestes a tirar a habilitação (e com grande poder persuasivo sobre o pai para equipar as carangas). “Eu e o Gabriel sempre modificamos os carros juntos. Ele dá uma ideia aqui, eu outra ali, e um pouco da personalidade de cada um fica gravada”, conta o paizão.
Adeptos há tempos da instaladora Marcant Prime, de São Paulo (SP), a dupla “internou” o Hyundai por lá para investir em uma sonzeira da pesada. Sua única exigência: manter o espaço a bordo. “Foi uma tarefa e tanto cumprir o pedido dos dois. Mas, com equipamentos de qualidade, um pouco de paciência e criatividade, montamos um conjunto bem forte sem comprometer o espaço interno. Essa máxima, aliás, vale para qualquer carro!”, garante Luiz Rainha, um dos proprietários da Marcant e responsável pelo trampo.
No Veracruz, por exemplo, Luiz e sua equipe utilizaram o pequeno vão traseiro, logo atrás do banco rebatível, para desenvolver a caixa selada do conjunto. Apesar de pequena e discreta, a peça rendeu 40 litros internos, graças a algumas artimanhas do instalador. A eliminação do macaco e da chave de roda, por exemplo, foi uma saída encontrada. “Quando sacamos esses equipamentos, o espaço do habitáculo aumentou consideravelmente”, revela Luiz. Mas, não pense que as ferramentas foram descartadas do carro: sob o banco dos passageiros, uma nova base personalizada abriga os componentes. Por fim, um acabamento especial protege o quarteto de subs — de madeira, tem as telas protetoras acopladas à parte de baixo e um carpete perfurado em sua superfície, para a passagem do grave.
Assim, o primeiro (e principal) desafio do projeto do Veracruz estava concluído, com graves absurdos e o espaço do compartimento de bagagens praticamente intocado — segundo Luiz, quando o banco é rebatido, a caixa fica pouco mais de três centímetros acima do mesmo.
Com graves estrondosos invadindo o interior do carro, o estéreo deveria ser, no mínimo, compatível. E, acredite, caro amigo, o sistema “fala” demais! “O Gabriel instruiu bem o pai dele na compra dos kits de falantes”, lembra Luiz, que completa: “eles foram instalados nas portas, nos locais originais. Sequer fizemos um revestimento acústico, pois a vedação de fábrica é bem acima da média”. Como nos subs, os falantes de voz são ligados em série ao amplificador (nesse caso, com quatro canais de 150 W RMS).
O melhor de tudo, segundo Gabriel, é aumentar o som com vontade e nada distorcer. “Sempre ouço o conjunto com o volume no talo. Às vezes, até sinto pena do meu pai”, brinca. Nem mesmo os módulos apresentam sinais de superaquecimento, já que possuem tecnologia digital e raramente esquentam.
Outro ponto merecedor de destaque é a fiação aplicada, sendo fios paralelos e cabos RCA da americana Monster Cable. Essa marca, inclusive, é requerida em shows de grande porte, como dos famosos Aerosmith e Linkin Park, tamanha a qualidade de transmissão de sinal. Ou seja: aperte o play da unidade principal e tenha um som limpo e cristalino, com surround forte e dinâmico! O player no painel, aliás, foi uma exigência de Gabriel. “Meu pai queria instalar uma central eletrônica de baixa qualidade. Expliquei pra ele que não condizia com o restante dos equipamentos e comprometeria o sistema. Ele entendeu na hora e abraçou esse Alpine completão”, lembra Gabriel.
Mas, se você acha que apenas os ocupantes da dianteira (José e sua esposa, nesse caso) curtem uma “telinha”, tremendo engano… Nos encostos de cabeça dos bancos, a equipe da Marcant instalou monitores LCD de 7”, com fones de ouvido sem fio (inclusos no pacote). Para ser bem sincero, são os ocupantes da traseira os privilegiados, pois possuem telas individuais, com opção de visualizar, ainda, canais de TV digital — no pacote de componentes, há também um sintonizador de TV aberta e mapa de GPS atualizado!
Prestes a tirar a habilitação, Gabriel já consegue se imaginar ao volante do SUV: “Como meu pai vai me emprestar o carro vez ou outra, pensei em ir além do sistema de som e deixá-lo o mais personalizado possível. E, como ele também curte modificações visuais, foi fácil convecê-lo”. Assim, ele pediu ao pessoal da instaladora uma atualização do Hyundai, como a pintura de algumas partes da carroceria em preto brilhante. “Esse é um tipo de serviço muito comum aqui na loja. São detalhes praticamente imperceptíveis, porém, de muito bom gosto”, completa Luiz.
Aproveitando a empolgação do jovem, Luiz sugeriu outras alterações na dianteira do SUV, como a pintura da grade superior e a substituição da inferior, agora mais esportiva. Gabriel, obviamente, concordou na hora, mesmo sem o conhecimento de seu pai. Outros detalhes, como o escurecimento das lanternas traseiras e a eliminação do detalhe laranja dos faróis — com uma pintura preta —, também contribuíram para a rejuvenescida do SUV.
Por fim, os “sapatos” originais do Veracruz, aro 18”, foram substituídos por réplicas do modelo de Mercedes-Benz ML63 AMG, de 22 polegadas. “Conversei com o Luiz sobre um kit de suspensão mais baixa, mas ele me indicou manter o conjunto original e adotar pneus 285/35. Foi a melhor solução, pois o carro manteve o conforto praticamente intocado e ainda parece mais socado”, vibrou Gabriel.
Com a CNH quase na mão, o jovem só tem a comemorar: a caranga do pai, totalmente nos seus moldes, será utilizada para aperfeiçoar suas técnicas de direção!