Bonito também na pistaPassat CC R-Line apavora em Interlagos com V6 de 300 cv e tração nas quatro rodas. Confira como ficou nosso ranking!

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Quem desembolsar pouco mais de R$ 189 mil para comprar um Passat CC R-Line vai ter nas mãos um verdadeiro chamariz. A atenção despertada por esta mistura de sedan e cupê é quase constrangedora. Afinal, se o CC convencional já tem beleza de sobra, o R-Line acentua o “problema” com seu bodykit especial, rodas aro 18” exclusivas e os logotipos R-Line espalhados pelo carro. Na pista de Interlagos, também mostrou seu valor, mesmo tendo a mesma potência e suspensão do modelo base.

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Consumo também é um forte do R-Line. O carro bebe bem! Na cidade, por exemplo, foi difícil chegar aos 6 km/litro, enquanto o trecho de estrada garantiu 9,8 km/litro dirigindo com moderação — algo difícil quando se está ao volante dessa máquina. Feito pela divisão de performance da Volkswagen, o CC impõe respeito, apesar de ter o mesmo conjunto mecânico do Passat CC convencional. No circuito José Carlos Pace, muitos apostavam que ele derrubaria o melhor dos tempos até agora, feito pelo Honda Civic Si, um esportivo puro…

E bastou sair dos boxes para o seis cilindros em V e seus 35,6 kgfm (a apenas 2.400 rpm) colocarem suas mangas de fora! Uma cravada no acelerador, daquelas dignas de amassar o assoalho, e já estávamos a mais de 200 km/h ao final da reta oposta. Curvas depois, passando a subida do Café para entrar na reta dos boxes e abrir a volta rápida, a cena se repetia — mas não chegamos perto dos 250 km/h, a máxima controlada eletronicamente. Ao final da quinta marcha no supercâmbio DSG, de embreagem dupla, bastaram dois cliques na borboleta atrás do volante para entrar em terceira no S do Senna. A tração nas quatro rodas mantém o carro nos trilhos: parece que vai escorregar, mas fica quieto, na ponta dos dedos.

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O giro sobe rapidamente pelas retas e, nas frenagens mais intensas, dá para sentir que o freio a disco nas quatro rodas sofre. Porém, tem capacidade de aguentar as três voltas necessárias para completar um FULLPOWER Lap. No entanto, o sistema entra em emergência nas mais radicais, acionando o pisca-alerta para avisar, através do computador de bordo, que há exagero na condução. Praticamente o aviso: “Amigão, você está em uma fria!”
Os bancos dianteiros são confortáveis, apesar de esportivos: seguram facilmente as costas, que tendem a escorregar no couro em trechos sinuosos. Com ajustes múltiplos e elétricos, fica fácil achar uma boa posição de pilotá-lo — inclusive o da coluna de direção, também cheio de possibilidades. O volante completa a ergonomia, com boa pegada e assistência eletrohidráulica para responder prontamente a qualquer movimento.

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Caso o piloto tente tirar o Passat dos trilhos, a frente ainda se mostra muito colada e é a traseira que começa a escorregar antes, mesmo com o 4Motion e o sistema multilink de suspensão. Se houver espaço para a derrapagem, basta pisar mais fundo e trazer o grandão de volta para a trajetória. Caso falte pista, é preciso sangue frio para aliviar o pedal, torcer para deslizar de leve e voltar para a direção antes de pregar o pé novamente.
No final das três voltas, a melhor delas ficou em 2min07seg273, três segundos mais rápido do que o Civic Honda Si, de 1.322 kg, que marcou presença na edição número 103. O Passat CC te deixa bem na fita e bem na pista!

Por Eduardo Bernasconi

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