A Porsche revelou nesta terça-feira (29) a nova geração do Cayenne. O SUV que causou discórdia no começo dos anos 2000 quando quebrou o paradigma da marca dos entusiastas, provou seu valor na época — quando salvou a companhia da situação financeira brava em que se encontrava — e continua mostrando que é vital para a marca de Stuttgart.

O Cayenne agora é feito sobre a mesma MLB Evo que fez sua estreia no Audi Q7 atual. Uma das principais vantagens dela é a adoção extensa de alumínio em sua construção, que foi capaz de reduzir o peso do grandalhão em pelo menos 65 kg, além de contribuir para uma resposta mais rápida e precisa do chassi, especialmente quando combinado com os recursos eletrônicos conhecidos da marca de suspensão adaptativa.

Para os mais desavisados aí, olhando de relance, o Cayenne nem mudou tanto assim. Os alemães foram conservadores (até porque em time que tá ganhado, já sabe). Mas olhando atentamente dá para perceber a frente toda renovada, com entradas de ar sensivelmente maiores, estendendo-se quase que de ponta a ponta no para-choque. Os faróis também mudaram e tão iguais aos do Macan, com os quatro pontos de LED fazendo o estilo padrão da marca. Atrás, as lanternas agora são conectadas entre si, à la Panamera Sport Turismo.

Porsche Cayenne

A Porsche também baixou a linha de teto do SUV, que criou um aspecto mais esportivo pra ele, até porque há a sensação de maior largura. Nas versões com suspensão mais baixa e firme, o efeito vai ser ainda melhor.

Sob o capô, a Porsche destacou duas opções de motor do Cayenne. A de “entrada” é um 3.0 turbo V6 de 340 cv e 45,9 kgfm de torque (40 cv a mais que a versão equivalente anterior), acoplada ao novo câmbio automático de oito marchas e tração integral. Com esse conjunto, o utilitário acelera até os 100 km/h em 5,9 segundos (equipado com o opcional Sport Chrono).

Porsche Cayenne

Acima dessa opção está a 2.9 V6 biturbo de 440 cv (15 cv a mais que a antecessora) e 56 kgfm de torque. Essas credenciais fazem ele alcançar os 100 km/h em 4,9 segundos e velocidade máxima de 265 km/h.

Com mais desempenho, a Porsche se preocupou com a frenagem do grandão, por isso tratou de equipá-lo com discos especialmente revestidos com uma liga de carboneto de tungstênio. Segundo a fabricante, esse material aumenta a fricção com as pastilhas, facilitando o trabalho dos freios.

Porsche Cayenne

Por dentro, o Cayenne continua esbaldando sofisticação, mas dessa vez com um toque mais tecnológico. O painel central mescla botões físicos com comandos sensíveis ao toque e o painel de instrumentos é digital, com tela de 12,3”.

Ainda não há uma data pro novo Cayenne desembarcar no Brasil. Na gringa, ele já tá disponível e custa 74.828 euros na Alemanha (R$ aproximadamente R$ 282 mil, em conversão livre).