Já adianto desde já que a nova geração do Honda CR-V, vendida no Brasil há um ano, é muito superior à sua antecessora em todos os aspectos: design, conforto, espaço, desempenho e sensação ao volante. O SUV evoluiu demais! Mas será que por R$ 189.000, em versão única e sem opcionais, ele é uma boa compra e melhor que rivais diretos como o Chevrolet Equinox e Volkswagen Tiguan?

Equipado com motor 1.5 turbo de 190 cv e injeção direta de gasolina (trata-se do mesmo propulsor do Civic Touring, mas retrabalhado para ser mais potente), o CR-V anda bem e corresponde com vigor às exigências do pedal do acelerador, tanto em acelerações quanto em retomadas de velocidade. O câmbio CVT de sete marchas virtuais contribui para o bom arrojo e administra com eficácia os 24,5 kgfm de torque, entregue a duas mil rotações.

A tração integral ajuda a aumentar a sensação de segurança no Honda, com direito a uma animação no quadro de instrumentos digital, onde é possível ver a distribuição da força para cada uma das rodas. Falando em segurança, o CR-V conta com controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, seis airbags (frontais, laterais e de cortina), head-up display, além do chamado LaneWatch, uma câmera instalada no retrovisor direito que projeta a imagem na central multimídia quando o motorista dá seta para a direita, fazendo as vezes do retrovisor. O condutor se acostuma fácil demais com esse recurso e praticamente esquece do espelho para mudanças de faixa.

Entre os itens de série, o SUV importado dos Estados Unidos (seu predecessor, vale lembrar, vinha do México) traz ar-condicionado digital de duas zonas com saída de ventilação para o banco de trás, multimídia com tela sensível ao toque e espelhamento de celulares (você verá por que eu a acho melhor que a do Civic), câmera de ré, faróis 100% de led, luzes de iluminação diurna, nada menos que quatro entradas USB, bancos de couro com regulagem elétrica nos dianteiros, teto solar, partida remota do motor, chave presencial, rodas de liga leve de 18 polegadas e abertura elétrica do porta-malas. Há inclusive aquele sistema que possibilita abrir ou fechar a tampa traseira com um movimento dos pés por baixo do parachoque traseiro.

Espaçoso, o CR-V acomoda com tranquilidade três adultos altos no banco de trás. Destaque também para os muitos e espaçosos porta-objetos e para o amplo porta-malas de 522 litros. Com os assentos rebatidos, a capacidade chega a 1.084 litros.

Vale a compra? Se você é fã da marca e busca a evolução do antigo CR-V para o novo, não há o que pensar: apesar do preço elevado, o Honda atual é um carro totalmente atualizado e superior; vale muito a compra. Mas quando os concorrentes são postos ao lado do CR-V, aí o cenário muda. Nomes como Equinox e Tiguan surgem hoje como melhores opções de custo-benefício.

Além de mais baratos, os rivais oferecem algumas tecnologias não encontradas no CR-V,  como controlador adaptativo de velocidade (presente no Tiguan R-Line, que parte de R$ 184.990) e alerta vibratório de segurança no banco do motorista (encontrado no Equinox Premier, de R$ 167.790). Sem contar que tanto Equinox quanto o Tiguan são mais potentes: o primeiro tem motor 2.0 turbo de 262 cv e o segundo, 2.0 turbo de 220 cv na configuração topo de linha.

FICHA TÉCNICA HONDA CR-V

Motor: 1.5, 16V, turbo, injeção direta de gasolina

Potência: 190 cv a 5.600 rpm

Torque: 24,5 kgfm a 2.000 rpm

Câmbio: CVT, 7 marchas virtuais

Tração: integral

Direção: elétrica

Porta-malas: 522 litros

Entre-eixos: 2,66 metros

Peso: 1.607 kg

Tanque: 57 litros

Distância do solo: 20,8 cm