O Mercedes-Benz 300 SLR Uhlenhaut de 1956 foi a leilão neste mês, e se tornou o carro mais caro do mundo, ao menos é o que dizem os rumores.  Foram produzidas apenas duas unidades da variante do esportivo de corrida logo após a fabricante alemã deixar o automobilismo. O modelo fez parte dos “Flechas de prata”, quando a Mercedes dominou as corridas de diversas competições relevantes entre as décadas de 1930 e 1950.

O veículo foi batizado de Uhlenhaut, fazendo homenagem a Rudolf Uhlenhaut, chefe do departamento de testes que utilizava o cupê diariamente. O 300 SLR ficava sob os cuidados da Mercedes, que deixava as duas únicas unidades no museu em Stuttgart, onde lá mesmo teria acontecido o leilão que vendeu o carro mais valioso do mundo. 

Por uma série de exigências, a fabricante teria colocado em conta não somente o valor, mas os cuidados que o novo proprietário deveria ter para poder participar do leilão. A Mercedes queria ter certeza que a venda do veículo não seria apenas para lucrar em um revenda posterior do novo comprador. Não se sabe se realmente o leilão aconteceu, por terem valores muito altos e para segurança tudo foi feito em sigilo. Mas podemos dizer que um dos dois 300 SLR Uhlenhaut 1956 tem novo proprietário. 

Segundo rumores, o Uhlenhaut Coupé foi arrematado por US$ 142 milhões. O montante representa algo em torno de R$ 730 milhões, tornando-se o carro mais caro do mundo. Vale lembrar que o modelo também ficou conhecido por acompanhar o argentino Juan Manuel Fangio na conquista das temporadas 1954 e 1955 da Fórmula 1 e pelo grave acidente envolvendo o piloto Pierre Levegh nas 24 horas de Le Mans, quando o carro foi parar na arquibancada e matou 83 espectadores. 

O Mercedes-Benz 300 SLR Uhlenhaut Coupé foi desenvolvido há 66 anos e vinha equipado com motor de 302 cv a 7.200 rpm. A velocidade máxima era de 180 km/h. De acordo com uma publicação do site americano Hagerty. A unidade leiloada foi adquirida por uma figura conhecida do mercado automotivo do Reino Unido. A Mercedes-Benz não confirmou, nem negou a transação.

Divulgação/Mercedes-Benz

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