Texto: Carlos Cereijo / Fotos: divulgação

Para os puristas do Porsche foi uma punhalada nas costas saber que os 911 GT3 e GT3 RS não têm câmbio manual. As duas versões, focadas em pista e desempenho, só são vendidas com câmbio automatizado de dupla embreagem PDK. A justificativa dos engenheiros é que a tecnologia desse câmbio é mais rápida do que qualquer ser humano, e isso se reflete nos tempos na pista. É verdade, mas usar o câmbio manual fazia parte da experiência nos 911 anteriores. Para essa turma insatisfeita a Porsche criou uma solução: o 911 R.

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A receita deste Porsche começa pelo motor, que é derivado do usado pelo GT3. É um boxer seis cilindros 4.0 aspirado com 500 cv e 46,9 kgfm de torque. Uma sinfonia fantástica de se ouvir. Toda essa força é despejada só nas rodas traseiras e… Adivinhe? A única opção é o câmbio manual de seis marchas. Obrigado, Porsche.

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O R é o 911 mais leve atualmente com 1.370 kg, 50 kg a menos do que a versão GT3. Para conseguir isso ele tem capô e para-lamas dianteiros em carbono, o teto usa uma liga de magnésio, os vidros laterais e o traseiro foram trocados por policarbonato, parte do isolamento acústico foi retirada e os bancos traseiros foram deixados na Alemanha. Com isso ele acelera até 100 km/h em 3,8 segundos e chega a velocidade máxima de 323 km/h.

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Para controlar o 911 R nas curvas, a Porsche colocou o recém apresentado sistema que esterça também as rodas traseiras. Há ainda diferencial blocante e freios de carbono cerâmica gigantes, com 410 mm na dianteira e 390 mm na traseira. Serão feitas apenas 991 unidades do 911 R.