Demorou 16 anos desde o lançamento do Ford EcoSport, mas finalmente a Volkswagen ingressou no segmento de SUVs compactos. Com preços iniciais entre R$ 84.990 e R$ 109.990, o T-Cross estreia com a missão de encarar fortes nomes desse cobiçado segmento, como Jeep Renegade, Nissan Kicks, Honda HR-V e Hyundai Creta. Sem falar do próprio Eco, responsável por criar a fama dessa categoria em 2003.

Quem chega por último chega melhor? É o que vamos responder neste vídeo, em que avaliamos a versão topo de linha do T-Cross. Batizada de Highline 250 TSI, vem equipada com motor 1.4 turbo flex de 150 cv (o mesmo usado pelo Jetta), câmbio automático de seis marchas e uma farta lista de equipamentos de série.

Nesta configuração, o novo SUV traz bancos de couro, retrovisor interno fotocromático e externos com rebatimento elétrico, detector de fadiga, chave presencial, sistema start-stop, sensor de chuva e acendimento automático dos faróis, além de ar-condicionado digital, rodas de liga leve de 17 polegadas, seis airbags, freios a disco nas quatro rodas, bloqueio eletrônico do diferencial, ajuste de altura e profundidade do volante, sensores de estacionamento, luzes diurnas de led e volante multifuncional.

Como todo Volks, o T-Cross conta com alguns pacotes opcionais. Painel digital, central multimídia Discover Media com GPS e seletor de modo de condução saem por R$ 4.000. O teto panorâmico custa R$ 4.800 e o combo com park assist, faróis full led e som Beats acresce R$ 6.050. Com tudo que tem direito tal como o modelo que testei, o SUV fica em R$ 124.840

Visualmente, o T-Cross Highline se difere das demais configurações com o rack de teto prata, moldura cromada nos faróis de neblina e grade e frisos laterais. Por dentro, há ainda iluminação de led, alavanca de freio de mão com acabamento de couro e pedaleiras de alumínio.

Com 2,65 metros de entre-eixos, o SUV compacto acomoda bem quatro adultos altos na cabine e tem porta-malas ajustável que pode variar a capacidade de 373 a 420 litros, graças a uma alça escondida atrás do encosto do banco (veja no vídeo como ela funciona e diga depois nos comentários se achou útil).

Ao volante, o T-Cross agrada com uma tocada idêntica à que encontramos em seus irmãos Polo e Virtus. Vale lembrar que eles compartilham a mesma plataforma MQB, também empregada por Jetta e Golf. É um SUV muito bem acertado, ágil para acelerações e retomadas de velocidade, além de bastante confortável sem abrir mão da boa estabilidade da carroceria.

Em termos de segurança, o T-Cross merece destaque por ter recebido nota máxima nos testes de colisão do Latin NCAP, tanto para adultos quanto para crianças. Outra qualidade do SUV são as boas médias de consumo de combustível. Abastecido com etanol, o carro de 1.292 kg faz 7,7 km/l na cidade e 9,3 km/l na estrada – os dados são do Inmetro.

Mas nem tudo é perfeito no VW T-Cross. Para saber sobre os pontos negativos e conferir também a resposta ao título deste post, aperte o play.